quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Dona Micaela Vieira
"Tia Micaela Vieira: uma criatura que não tinha o
direito de gozar férias.
Foi,
seguramente, na Penha do passado, uma das figuras mais populares do bairro, a
pessoa que atendia pelo nome de Tia Micaela Vieira. Era esta uma das parteiras
penhenses mais dedicadas e completas de então, a única então existente, que
prestativa, decidida e solerte, atendia a todos os casos de sua especialidade.
Quantas
não foram as crianças penhenses que as mãos exímias de Tia Micaela puseram no
mundo? E Tia Micaela, não olhando, muitas vezes, distâncias a percorrer,
fazia-o exaustivamente, quase sempre sem interesses lucrativos, sem ônibus, sem
taxis, sem mais nada, pois naquela época não se ouvia falar dessas coisas, eis
que tudo era feito a pé, a cavalo, ou então, através da condução, aliás luxuosa
daquele tempo: o carro de bois, que, embora vagaroso, chegava, sem dúvida, ao
seu destino.
Tia
Micaela Vieira, residia, então, junto ao grupo escolar, á Praça 8 de setembro,
em casa feita de taipas, muito humilde, onde hoje se ergue o edifício “Santa
Amália “.
Para
recordar tão dedicada criatura, tão laboriosa pessoa da Penha de outrora, que
embora de cor, tinha, como se diz, a alma branca, aí está, como perpétua
homenagem aquela parteira, a Praça Dna Micaela Vieira, que se situa um bocado
antes do início da Avenida Amador Bueno da Veiga."
Texto
tirado do livro Penha de Ontem e Penha de Hoje. Autor Hedemir Linguitte. Pg.
196 do Vol. II de 1972.
Neste
mesmo livro do Hedemir Linguite, encontramos uma outra passagem onde ele cita a
Dona Micaela Vieira, em entrevista ao maestro Luiz Alfredo Gozzoli (“Gigi”), em
9/11/1968.
Este
entrevistado nasceu sobre o acompanhamento da parteira Dona Micaela em
27/08/1909, ele e seus dois irmãos.
Sendo
assim, podemos intuir que a Dona Micaela nasceu no século XIX, a data exata
para nos ainda e desconhecida.
Outro
dado importante e o de que ela teve um filho conhecido como João da Micaela,
tocava violão e fez parte do conjunto Choro do Melado e que foi um grande
seresteiro.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
"Duplec Duplin" Samba-Rock na Penha
Apresentação Musical com a banda Comitê do Soul apresentando um repertório de músicas presentes no repertório dos bailes e festas populares de comunidades da periferia;
Dança Samba-rock: um casal fará uma performance de dança samba-rock além de orientar as crianças, jovens e adultos que quiserem aprender movimentos básicos do ritmo;
Intervenções com DJ homenageando o “discotecário” com músicas clássicas dos bailes e abrindo para apresentação do grupo Comitê do Soul.
Trazer o Samba-rock como meio para o diálogo da cultura popular e afro-brasileira com o público juvenil e infantil e seus respectivos familiares independente de sua etnia e/ou origem social, contribui com a necessidade de se trazer outras narrativas sociais e culturais, destacando o reconhecimento das contribuições de cantores e cantoras, bandas e musicistas negros para a criação de identidade, protagonismo da população afrodescendente.
Dia 19/11/2017 (domingo), às 16:00
Local: Centro Cultural da Penha, Largo do Rosário, 20
Duração: entre 1’ a 1’30min
Ficha técnica:
Banda Comitê do Soul
Sérgio Oliveira - voz
Camila Oliveira - voz
Renata Oliveira - voz
Cleiton Dias - voz
Paulo Oliveira – trombone
Juliana das Neves - trompete
Will de Paula – teclado
Milton Tadeu – contra-baixo
Márcio Costa - Guitarra
Luiz Guilherme Barros – bateria
Duda Ramos – trompete
Sandro – percussão
Clayton Silva – Sax
Josi - roadie
Júlia Carvalho – dançarina
Lucas Inácio Militão – dançarino
Produção (Movimento Cultural Penha)
Patrícia Freire - Cenografia e figurino
Daniela Gonc – maquiagem
Julio Cesar Marcelino – produção
Adriana Tadeu – Camarim
Douglas Campos – fotografia
Técnica: Luz e som – Centro Cultural Penha
Ficha técnica:
Banda Comitê do Soul
Sérgio Oliveira - voz
Camila Oliveira - voz
Renata Oliveira - voz
Cleiton Dias - voz
Paulo Oliveira – trombone
Juliana das Neves - trompete
Will de Paula – teclado
Milton Tadeu – contra-baixo
Márcio Costa - Guitarra
Luiz Guilherme Barros – bateria
Duda Ramos – trompete
Sandro – percussão
Clayton Silva – Sax
Josi - roadie
Júlia Carvalho – dançarina
Lucas Inácio Militão – dançarino
Produção (Movimento Cultural Penha)
Patrícia Freire - Cenografia e figurino
Daniela Gonc – maquiagem
Julio Cesar Marcelino – produção
Adriana Tadeu – Camarim
Douglas Campos – fotografia
Técnica: Luz e som – Centro Cultural Penha
Bolinha De Sabão
Trio Esperança
Sentado na calçada
De canudo e canequinha
Dublec dublim
Eu vi um garotinho
Dublec dublim (bis)
Fazer uma bolinha
Dublec duplim
Bolinha de sabão
Eu fiquei a olhar
Eu pedi para ver
Quando ele me chamou
E pediu pra com ele brincar
Foi então que eu vi
Como era bom brincar
Com bolinha de sabão
Ser criança é bom
Agora vou passar
A fazer bolinha de ilusão
Ilustração Patricia Freire
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Grupo de Estudos Afro-Paulistano
Neste primeiro encontro houve uma apresentação do histórico do Grupo Angana, dos seus integrantes e apresentação dos participantes. A diversidade de áreas de interesse demostra a amplitude e pertinência do tema.
Em seguida foi exposto como se dará as dinâmicas dos encontros e assistimos dez minutos do vídeo dos Racionais MC´s: "1000 trutas e 1000 tretas", para abrir a discussão.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Exposição "Sesmaria de Passarinho"
No dia 1º de setembro o Grupo Ururay em parceria com o Centro de Preservação Cultural da USP - Casa de Dona Yayá lançou
a exposição "Sesmaria de Passarinhos". A abertura ocorreu com a
mesa "Memória, patrimônio e universidade", em que
falaram Monica Junqueira de Camargo (diretora do CPC-USP), Gabriel Fernandes
(CPC), Lucas Florêncio Costa (do Grupo Ururay) e Valéria Barbosa de Magalhães
(docente da Each).
A
exposição ficará em cartaz na Casa de Dona Yayá até fevereiro de 2018. Junto a
ela, há uma programação paralela de visitas a alguns dos patrimônios presentes
na região leste de São Paulo, que pode ser conferida na página do CPC-USP.
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