quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Documentário sobre o Cordão da Dona Micaela estreia neste sábado dia 27/02


Devido à pandemia e a fim de conter sua contaminação em 2021 o Carnaval em São Paulo foi cancelado. Foram suspensas diversas atividades, desfiles e festas impactando direta e indiretamente o setor carnavalesco. Mesmo diante desse quadro o MCP produziu o documentário especial "VAI NASCER!" sobre o Cordão, seus agentes e Dona Micaela Vieira.

O Cordão Carnavalesco Dona Micaela surgiu desfilando pela primeira vez em 2018 no bairro da Penha de França, zona leste de São Paulo. O Cordão faz homenagem a Dona Micaela Vieira, que no final do século XIX exerceu a função de parteira ganhando o nome de uma praça no bairro.

Estréia dia 27 de fevereiro, às 17:00
Acesse o vídeo pelo link: Documentário "Vai Nascer!" Ficha técnica Produção e direção | Julio Cesar J. Marcelino, Maurício Dias Duarte e Patrícia Freire de Almeida Edição | Maurício Dias Duarte Filmagem | Douglas de Campos Entrevistados Edi Cardoso José Carlos Batalhafam José Elias Tico Renato Gama Ronaldo Gama Solange Aparecida de Campos Fotos: Douglas de Campos, Maurício Dias Duarte e Nayara Rodrigues Trechos de vídeos Vídeos de celular de ensaios (integrantes do Cordão) Encerramento do IX ENCONTRO DE OBSTETRÍCIA – EACH USP LESTE – 2018 (Douglas de Campos) Desfile de 2019 (Sem Cortes Filmes – Leandro Caproni) Desfile de 2019 (Douglas de Campos) Desfile de 2020 (Cassandra Melo) Encenação de Edi Cardoso em 2018 (Eliézer Giazzi Teles) Músicas HIBISCO ROXO | Mariana Per, Tita Reis, Ronaldo Gama e Renato Gama O CORDÃO DA MICAELA | Renato Gama e Ronaldo Gama LÁ VEM ELA | J. E. Tico DINDA | Ronaldo Gama e Renato Gama CAMINHOS DE SÃO BENEDITO | Renato Gama Realização Movimento Cultural Penha Centro Cultural Penha Secretaria Municipal de Cultura

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Exposição apresenta panorama contemporâneo do carnaval na Penha


O Movimento Cultural Penha e o Centro Cultural da Penha apresentaram no dia 20 de fevereiro a LIVE de abertura da intervenção visual carnavalesca “A Folia desce e sobe a colina”.  A intervenção é  acompanhada de um guia com informações sobre os blocos, cordões e escolas de samba, divulgando e refletindo sobre o panorama do carnaval na região da Penha.


Participantes da abertura:

Tiaraju Pablo: músico, compositor e cientista social
Wilma da Silva: cantora do Cordão da Dona Micaela e das Pastoras do Rosário
Raoní Augusto Oliveira: presidente da A.R.C. Bloco Chorões da Tia Gê
Fellippo Vitor: Segundo mestre de bateria do G.R.C.S.E.S. União Imperial

Ficha técnica da intervenção visual:
Produção e articulação: Júlio Cesar J Marcelino e Maurício Dias Duarte
Expografia: Patrícia Freire de Almeida 
Designer do Guia: Andréia Freire de Almeida
Texto de introdução: Tiaraju Pablo D’Andrea

Textos, indumentárias, fotos e vídeos do acervo dos blocos, cordões e agremiações cedidas gentilmente para a intervenção visual.

Local: Centro Cultural da Penha
Largo do Rosário, 20
de 20 fevereiro a 20 de abril de 2021.
de terça a domingo, das 10:00​ às 20:00

Dona Micaela na Casa de Cultura Raul Seixas - Itaquera

 A exposição “Lá vem ela” reúne fotos do Cordão Carnavalesco da Dona Micaela desenvolvidas pelos fotógrafos Nayara Rodrigues, Osmar Moura e Douglas de Campos, além de letras de música e objetos. O Cordão é uma ação cultural organizada pelo Movimento Cultural Penha e a Comunidade do Rosário  na zona leste de São Paulo e apresenta uma expografia pensada especialmente para ocupação de espaços tombados como a Casa de Cultura Raul Seixas em Itaquera com objetivo de refletir sobre a importância do carnaval de rua para as comunidades negras celebrarem suas estéticas e homenagear sua história. 

Produção
Movimento Cultural Penha

Curadoria, expografia e montagem:
Altair dos Santos Francisco
Julio C J Marcelino
Luma Cardozo Lopes
Mauricio Dias Duarte
Patricia Freire de Almeida

Fotógrafos:
Douglas de Campos
Nayara Rodrigues
Osmar Moura

Casa de Cultura Raul Seixas
Período: de 18/02 a 18/03 de 2021
Entrada Gratuita

Realização
Secretaria Municipal de Cultura

foto: Osmar Moura


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Memórias Herdadas

 


Cartografia de núcleos familiares negros da Penha

No mês da Consciência Negra o Movimento Cultural Penha traz para o Centro Cultural Penha a exposição “Memórias Herdadas”.

A exposição é um convite para o público refletir sobre a história de 12 núcleos familiares da região Penha, cujos antepassados vieram para “construir suas vidas”, vindos de diferentes contextos e lugares do Brasil a partir do final do século XIX. Aqui suas memórias se entrelaçam com a história da formação dos bairros do Cangaíba, Vila Dalila, Penha de França e Vila Nhocuné e nos permite pensar outras perspectivas de leituras desses territórios.

Com vínculos construídos através de parentescos consanguíneos, laços de afeto ou ainda por consciência de grupo, todas as famílias pesquisadas desenvolveram redes de solidariedade e cooperação, espaços de sociabilidade, devoção, organização econômica e proteção como a Comunidade do Rosário.

A Comunidade do Rosário exercita na prática a herança dos valores civilizatórios afro brasileiros e tem se tornado a família ampliada dos que vêm se somando há quase 20 anos às atividades culturais e religiosas desenvolvidas, a partir de um importante patrimônio material erguido pela antiga Irmandade do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França datada do século XVIII.

A exposição reúne documentos de arquivos particulares das famílias e registros recentes das ações culturais no Largo e Igreja do Rosário da Penha, as quais os núcleos familiares pesquisados são frequentadores e protagonistas.

Ficha técnica


Produção e pesquisa: Júlio Cesar J Marcelino, Maurício Dias Duarte e Vanderson Satiro

Montagem e expografia: Bianca da Silva Pereira, Ivanildo H. da Silva Junior

e Patrícia Freire de Almeida 

Designer: Andréia Freire de Almeida

Fotos da Comunidade do Rosário: Vanderson Satiro e Douglas de Campos




segunda-feira, 3 de agosto de 2020

“VALORES CIVILIZATÓRIOS AFROBRASILEIROS” Rodas de conversa online


Em um contexto de incertezas, restrição social, violência contra a população negra e periférica, debate sobre representações de memória, construção de narrativas e aumento do interesse das pessoas por saúde pública, crise econômica, sustentabilidade, entre outros temas. Cresce nossa vontade de falar sobre todas essas pautas, mas partindo de uma perspectiva que não apenas aponte caminhos, ou um “novo normal”, mas a construção de uma sociedade a partir de valores civilizatórios inspirados e vivenciados em muitas comunidades afrodescendentes e pelos povos originários em diferentes partes do mundo. Valores esses vivenciados durante as festas e ações comunitárias como as da Comunidade da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França em São Paulo, por exemplo, que apresentam outras formas de se relacionar e reconhecer o outro a fim de construir uma sociedade mais plural e digna para todos.
Esses valores foram destacados pelos pesquisadores Paulo Dias e Maria Cristina Troncarelli, no texto “Valores civilizatórios afro-brasileiros”, o qual destacamos como base para uma série de 6 encontros de duas horas de bate-papo cada mais uma apresentação musical especial (LIVE). 
A seguir descrevemos de forma sintética cada um dos valores que serão aprofundados pelos expositores nesta série de vídeos.

Os valores civilizatórios afrobrasileiros são princípios básicos que compõem um modo de estar no mundo, se relacionar com o outro e em coletivo. Esses valores podem nos guiar em momentos difíceis, descolonizando nosso imaginário para pensarmos um futuro mais justo e fraterno:

De 5 a 9 de Agosto - 10h e 16h

05/08 - 16h
CORPOREIDADE E MUSICALIDADE: é a consciência do corpo no presente por meio da dança, do canto e da música.
Convidados: Mestre Silvio Antônio Moçambique de bastão Cambaiá e Edi Cardoso
Mediação: Emily Castro

06/08 - 16h
LUDICIDADE E RACIOCÍNIO: a importância dos jogos, dos desafios, da competição, do brincar para o aprendizado, resolução de conflitos e enfrentamento dos problemas.
Convidados: José E. Tico e Rosângela Morais
Mediação: Emily Castro

7/08 -16h
CIRCULARIDADE: a roda quanto forma de se reunir e realizar atividades: seja para ouvir e falar, para brincar, cantar ou rezar.
Convidados: André Luis e Tiganá Santana
Mediação: Julio Cesar Marcelino

8/08 - 16h
ORALIDADE, A FORÇA DA PALAVRA: o poder da palavra pronunciada e o aprendizado pela oralidade.
Convidados: Paulo Dias, Patrícia Teixeira Santos e Leda Maria Martins
Mediação: Maurício Dias Duarte

8/08 - 20h
ATIVIDADE ESPECIAL - Show de Izzi Gordon (LIVE)

9/08 -10h
COOPERATIVISMO: a reunião do coletivo para a o desenvolvimento de uma ação, está na realização das festas, os mutirões, a colheita, o cozinhar, por exemplo.
Convidados: Nayara Rodrigues e o Capitão de Moçambique  Nizinho da Congada Nossa Sra do Rosário e S. Benedito de Carmo do Cajuru – MG
Mediação: Maurício Dias Duarte

9/08 - 16h
RELIGIOSIDADE E ANCESTRALIDADE: é a sacralização da vida social, respeito a natureza e seus ciclos, aos mais velhos e aos antepassados.
Convidados: Antonia Aparecida Quintão e Padre Assis
Mediação: Julio Cesar Marcelino

Ficha técnica:

Mediação e stream:
Julio Cesar J Marcelino
Emilly Castro 
Maurício Dias Duarte 

Designer:
Andréia Freire / Patricia Freire

Produção
Movimento Cultural Penha

Apoio
Comunidade da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França.

Patrocínio
Centro Cultural da Penha

Transmissão
Youtube: https://www.youtube.com/c/MovimentoCulturalPenha
Facebook: https://www.facebook.com/centroculturalpenha/
Facebook: Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França


Sobre os participantes por ordem de apresentação:


Silvio Antônio de Oliveira
Presidente da Casa do Congado - Associação Nacional das Congadas, Moçambiques e Marujadas - Mogi das Cruzes/SP; Entidade cultural, sem fins lucrativos; representação jurídica do Congado Mogiano - 2010/2016; Mestre da Cia. de Moçambique de São Benedito da Capital; Folguedo devocional de origem afro-ameríndia-brasileira - 1998/2016; Membro desde 1999 da Comissão Paulista de Folclore; Atua como articulador na Região do Alto Tietê. Membro da Comissão Pro Festa do Rosário da Penha de França - 2002/2016.

Edi Cardoso
Atriz pela Escola Livre de Teatro de Santo André em 2005. Integrante da Companhia do Miolo, cia de teatro de rua da cidade de São Paulo desde 2005, como atriz, preparadora corporal e arte educadora. Fisioterapeuta formada pelo Centro Universitário São Camilo em 2009 atualmente especializando-se em Saúde da Mulher pela Universidade Federal de São Carlos. Possui Curso de Pilates Completo- Solo, Bola e Aparelhos- Voll Pilates (120horas) - abril/ 2018 . Cursando Método GDS de Cadeias Musculares e Articulares pela APGDS Brasil. 
Desde 2014 a 2018 foi artista colaboradora no ...AVOA! Núcleo artístico como criadora e interprete em dança. DRT: 0028572


José Elias "Tico"
J.E.TICO é Bonequeiro formado pelo grupo SOBREVENTO através de uma longa e intensa oficina de aprofundamento ao Teatro de bonecos, patrocinado pelo PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO onde se formou o grupo Mão na Luva do qual faz parte. Durante seis meses estudou dramaturgia para o Teatro de bonecos, confecção e manipulação de bonecos, onde se formaram vinte e três bonequeiros que faziam parte do festival itinerante de bonecos FANTOCHES NAS PRAÇAS que circulou por mais de 100 Praças da Zona Leste da cidade de São Paulo. J.E.Tico se dedica a pesquisa, teórica e prática de animação de bonecos, formas e objetos. Desde sua formação J.E.Tico mantém um trabalho voltado para o Teatro de Rua misturando várias linguagens como: Música, Circo e Teatro de bonecos.

Rosângela de Morais
É pós-graduada em Prevenção ao uso Indevido de Drogas pela UNIFESP. É pós-graduada em Educação Inclusiva pela UNG.  Formada em Pedagogia com especialização em Orientação e Supervisão Escolar pela UNG.  Formada em Psicologia, Licenciada e Bacharel em Psicologia pela UNG.  Atua há 28 anos na educação pública estadual e municipal de São Paulo, destes, há 16 anos como Coordenadora Pedagógica na educação Infantil da SME/SP, atualmente no CEI Jardim Verônia.


Tiganá Santana
Pós-doutorando no Instituto de Estudos Brasileiros/USP, doutor em Letras pelo Programa de Estudos da Tradução do Departamento de Letras Modernas da mesma universidade (USP) e bacharel em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Suas pesquisas voltam-se, principalmente, para as línguas, linguagens e cosmologias africanas, com ênfase nas línguas-cultura bantu - destaque-se a civilização dos bakongo -, estabelecendo-se os cruzamentos entre tais chaves de pensamento e aquelas provenientes de outras experiências culturais de existência não ocidentais e ocidentais. É tradutor e tem experiência na área de Artes, notadamente, composição e performance musicais, Literatura e Curadoria Artística. No âmbito dos Estudos da Tradução, direciona-se à investigação intersemiótica, sobretudo, no que tange a distintas linguagens artísticas e a distintas cosmovisões, tendo como base constante referenciais teóricos afrocentrados em diálogo com outros modos, paradigmas e correntes de pensamento e expressão, tais como alguns ameríndios. Possui pesquisas em torno de pensadores africanos como Bunseki Fu-Kiau, Zamenga B. e Sophie Oluwole. Foi o primeiro compositor da história fonográfica brasileira a apresentar, como compositor (e intérprete), um álbum musical com obras em línguas africanas.

André Luis Santos 
André Luis Santos é Doutorando em Cultura, Filosofia e História da Educação, Mestre em cultura e educação pela Faculdade de Educação (FE) da USP, Especialista em Ética pela EACH-USP e Bacharel em filosofia pela FFLCH-USP. Além de atuar como músico e arte-educador, também atua na produção de materiais didáticos e audiovisuais diversos. Trabalhou como formador da secretaria municipal de educação de São Paulo (SME-SP) na área das relações étnico-raciais. Atualmente, é diretor de escola e desenvolve pesquisas sobre corporeidade, vivências e musicalidades afro-diaspóricas.


Paulo Dias
Pianista, organista, percussionista e etnomusicólogo. Estudou piano com Alfredo Cerquinho e, na França, com Anna Stella Schic, Pierre Sancan e Marie-Madeleine Petit. Bacharelou-se em piano pela Unicamp-SP na classe de Fernando Lopes, tendo seguido também os cursos de cravo de Helena Jank nessa mesma instituição. Estudou órgão com Dorotéa Kerr. Foi pianista e professor de matérias teóricas no Coral da USP por quinze anos, tendo atuado como acompanhador e/ou solista de piano, órgão e percussão em inúmeros concertos, shows e gravações. Como pianista, é responsável por primeiras audições de compositors brasileiros, como Damiano Cozzella. Foi solista da Orquestra Sinfônica de Campinas, sob a regência de Benito Juarez, e da Orquestra de Câmara da UNESP, regida por Ernest Mahle. Atuou como recitalista e redator musical junto à Associação Paulista de Organistas. Como percussionista de música popular, realizou shows e gravações com artistas como Eliete Negreiros, José Miguel Wisnik, Osvaldinho da Cuíca, Grupo Beijo, Virgínia Rosa, Paulo Tatit e Sandra Peres, Mônica Salmaso, Ivaldo Bertazzo, entre outros. Participou dos cursos de Etnomusicologia ministrados por Tiago de Oliveira Pinto e Kasadi wa Mukuna na USP. Desde 1988 realiza um extenso levantamento das tradições musicais populares brasileiras, e em especial das afro-brasileiras da Região Sudeste. O resultado desse trabalho tem sido divulgado em oficinas, publicações, rádio, TV, discos e exposições. Ministra regularmente cursos, palestras e participa de simpósios e conferências no Brasil e exterior. Autor de vários artigos e ensaios publicados em coletâneas e periódicos. Faz parte do Conselho Estadual de Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura. Fundou o Grupo de Danças Populares Cachuera!, dedicado ao repertório afro-brasileiro do Sudeste, com inúmeras apresentações em palco e praça pública e oficinas em SESCs, Casas de Cultura, Universidades e outras instituições, e em festivais nacionais e internacionais. Fundou e dirige a Associação Cultural Cachuera! entidade que tem como objetivo a pesquisa, o registro e a divulgação da cultura popular brasileira. O amplo acervo desta instituição está disponível à consulta pública.

Leda Maria Martins
Poeta, ensaísta e dramaturga. Dra em Letras/Literatura Comparada pela UFMG, 1991; Mestre em Artes pela Indiana University, Estados Unidos, 1981. Pós-Doutorado em Performances Studies pela New York University, Tisch School of the Arts, Department of Performance Studies, 1999-2000; 2009-2010. Profª da UFMG entre 1993 e 2018, atualmente aposentada. Profª Visitante da New York University, Tish School of the Arts, 2010.  Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários, da FALE/UFMG de 2010 a 2012. Diretora de Ação Cultural da UFMG de março de 2014 a março de 2018. Presidente das Comissões de Criação e de Implantação do Curso de Graduação em Artes Cênicas da UFMG, 1987-1989. Autora de vários livros, capítulos de livros e de ensaios publicados no Brasil e no exterior. Alguns de seus livros: Cantiga de Amares; O Moderno Teatro de Qorpo Santo; A cena em Sombras; Afrografias da Memória; Os Dias Anônimos. No prelo: Performances do Tempo Espiralar . Em 2017 foi criado o Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras, patrocinado pelo BDMG. Rainha de Nossa Senhora das Mercês do Reinado de Nossa Senhora do Rosário do jatobá, Belo Horizonte.

Patricia Teixeira Santos
Professora de História da África do Departamento de História da Universidade Federal de São Paulo. Pesquisadora colaboradora do Centro de Investiagção Transdisciplinar "Cultura, Espaço e Memória" (CITCEM- Universidade do Porto). Possui graduação em História na Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994), mestrado (2000) e doutorado em História (2005) pela Universidade Federal Fluminense. No Doutorado foi bolsista do Programa PDEE CAPES na Università degli Studi di Padova (2003). Bolsista do Programma Hermés da Fondarion Maison Sciences del´Homme - Paris - Pós Doutorado em Estudos Africanos no Centre d´Étude d´Afrique Noire- Sciences Pollitiques/ Univ Bordeaux (2010). Pós Doutorado estágio SENIOR CAPES em História da África na Università degli Studi di Padova (2015) e pesquisadora do LAM ( Laboratoire Les Afriques dans le Monde- Sciences Politiques Bordeaux). De 2011 a 2015 foi membro da coordenação do grupo internacional de pesquisa Missões e identidades entre África e Portugal do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. Coordenadora do grupo de pesquisa Saberes, Práticas, Ensino de História da África e do Brasil em perspectiva sul. Bolsista Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq de 2012 a 2015. Tem experiencia de pesquisas e orientação nas seguintes área : História da África, África contemporânea, Religião e Sociedade na África contemporânea, Islã na África, Catolicismo e história das pastorais sociais afro-descendentes, religiões espiritualistas, Umbanda e Kardecismo no campo religioso brasileiro e Educação e Diversidade Cultural. Atualmente, convidada a ser pesquisadora colaboradora, em regime voluntário, do Departamento de Estudos Africanos da Universidade de Dehli. http://lattes.cnpq.br/5205163871513241.


Nayara Rodrigues
Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Paulista UNIP, Técnica em Regulação e Liquidação de Sinistro de Pessoas pela CVG e formada em fotografia pelo curso de Fotografia Básica e Avançada pelo Memorial Penha de França. Experiência Profissional Cultural: Em 2018/2019 fotografa aniversários, casamentos, ensaios e eventos; participou em 2016 da produção da Exposição Mulheres dos Homens Pretos no Centro Cultural da Penha e desenvolve desde 2015 produção e assessoria de comunicação para as Festas da Comunidade Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França

Evanisio Batista Domingo, "Nizinho"
Conhecido como Nizinho, Evanisio é Capitão da Congada de Carmo de Cajuru, onde canta,  dança e toca instrumento de percussão. Natural da cidade de Carmo de Cajuru, que fica no Estado de Minas Gerais. A congada em que hoje é capitão vem da tradição de família herdade dos seus avós, tios e seus pais.


Ivaldino de Assis Mendes Tavares
Padre Assis Tavares, religioso natural de Cabo Verde, em África, que atua no Brasil há alguns anos como missionário da Congregação do Espírito Santo, ordem à qual pertence. Seu trabalho é focado na área pastoral São José Operário, na favela de Vila Prudente, em São Paulo, e tem se debruçado especialmente sobre os desafios das populações marginalizadas - a população negra, imigrante, pobre, e de modo particular as pessoas encarceradas nos centros de detenção ali daquela região.

Antonia Aparecida Quintão
Coordenadora de Cursos de Educação Continuada do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Membro do Grupo: Identidade e profissionalidade docente: desafios e perspectivas para a formação e atuação docente na área de negócios na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD). É Professora adjunta no Centro de Ciência Sociais e Aplicadas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pesquisadora no Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (Portugal), no Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares do Negro Brasileiro na Universidade de São Paulo e no Núcleo de Estudos em Liderança e Diversidade nas Organizações da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Linha de Pesquisa: Estudo sobre Relações Raciais no ambiente organizacional. Concluiu no ISCTE-IUL a pesquisa internacional: Relações Brasil-África: Aspectos Político-Estratégicos, Econômicos e Histórico-Culturais. Referência do projeto: PTDC/AFR/110095. O resultado desta pesquisa foi a proposta de publicação do livro: Brazil-Africa Relations Historical Dimensions and Contemporary Engagements, publicado em maio de 2019 pela Editora James Currey no Reino Unido. É autora do sexto capítulo intitulado: Africa in Brazil: Slavery, Integration, Exclusion. Cursou a graduação, mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo, tendo realizado parte de suas pesquisas em Lisboa, por ter sido agraciada com uma Bolsa de Estudos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Também tem experiência na área de formação de professores, tendo lecionado várias disciplinas na Pós-Graduação para os cursos de Formação Docente, Didática para o Ensino Superior, Relações Internacionais, Gestão de Negócios, Pedagogia Empresarial e Gestão de Pessoas, entre outras. Participa como professora convidada no curso: "Aspectos da Cultura e da História do Negro no Brasil", promovido pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo. Seus livros encontram-se em dezenas de universidades internacionais entre elas as Universidades de Zurich, Toronto, Amsterdam, Oxford, Harvard, Princeton.


Mediadores:

Julio Cesar J. Marcelino
Produtor Cultural e Articulador Social no MCP – Movimento Cultural Penha, desenvolvendo projetos culturais: como Memória Viva Tietê, Recado aos Nossos Ancestrais, eventos e formação. É co-autor do Livro Recados – Memória das relações entre a Comunidade e o Patrimônio, lançado em 2011 e Movimentações pela Cultura – Um Painel dos Movimentos Culturais da Região Leste de São Paulo 1980-1990, lançado em 2014. Coordenação e Organização do livro 40 anos de Janela: Livro Comemorativo dos Quarenta Anos da Cohab I – 2019. Diretor do Centro Cultural da Penha no período de 01/11/2015 a 30/12/2016. Integrante do Grupo Ururay Patrimônio Cultura e da Comunidade do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França.

Emilly Castro
Formada pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo em Ciências Políticas e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em Língua Portuguesa e Língua Francesa. Cursos de extensão: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB – USP) em História das Culturas e das Artes Brasileiras e participante de Grupo de Estudos de Culturas e Brincadeiras Populares (Cupuaçu)
Estudos em: Folguedos do Maranhão; danças, brincadeiras populares em suma todas alegórias que envolve as manifestações. Arte Educadora com experiência em elaboração de atividades para programações culturais, bem como oficinas e visitas temáticas. E articuladora cultural com experiência em elaboração de projetos, bem como: Formação de professores e com alunos de escolas públicas e privadas e ONG’s.

Maurício Dias Duarte 
Historiador, formado pela Universidade Federal de São Paulo, guia de turismo e produtor cultural. Com atuação voltada a zona leste de São Paulo, sobretudo em diálogo com a Penha, participou do processo de pesquisa dos livros "Territórios de Ururay" (2016) e "40 anos de Janela: Livro comemorativo dos 40 anos da COHAB I" (2019). Integra o Grupo Ururay.